Por onde começar?
- Mayara Ciciliotti
- 26 de nov. de 2025
- 1 min de leitura
A via de entrada de uma análise (assim como tantas coisas na vida) é sempre muito particular. Às vezes, começa por um incômodo. Outras, por uma indicação, um pedido, ou o olhar atento de alguém. Na clínica com crianças, o início costuma vir dos pais, da escola, de terceiros. Na vida adulta, não é tão diferente... Muitas vezes, o convite à análise chega através de um imperativo: "Cuide-se. Faça terapia." Mas o começo não se faz por obrigação. Ele nasce de um lugar íntimo, ainda que confuso, que pede escuta. A análise é um percurso que não está pronto. Ela se inventa a cada passo, e se transforma junto com quem caminha. Na inventividade, na descoberta, na reconstrução de sentidos e afetos, a análise se faz caminho.
Há que se poder caminhar. A cada passo, construir o seguinte. E, assim seguir abrindo caminho, deixando que o caminho também nos abra.
Texto escrito por Mayara Ciciliotti - psicóloga CRP 16/5420




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