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Mayara Ciciliotti
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Data de entrada: 8 de out. de 2025
Posts (4)
26 de nov. de 2025 ∙ 1 min
O outro é um espelho?
Em muitos momentos, sim. Pela psicanálise, sabemos que projetamos no outro aspectos nossos — medos, desejos, feridas, repetições. O outro pode funcionar como superfície onde algo nosso aparece e ganha forma. Mas é importante não transformar isso em regra. Nem tudo que incomoda revela um conteúdo interno. Há relações que realmente nos adoecem, ultrapassam limites, nos diminuem ou nos violentam. Nesses casos, o incômodo não é um convite à introspecção — é um sinal de proteção. Entre o que é...
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26 de nov. de 2025 ∙ 1 min
Por onde começar?
A via de entrada de uma análise (assim como tantas coisas na vida) é sempre muito particular. Às vezes, começa por um incômodo. Outras, por uma indicação, um pedido, ou o olhar atento de alguém. Na clínica com crianças, o início costuma vir dos pais, da escola, de terceiros. Na vida adulta, não é tão diferente... Muitas vezes, o convite à análise chega através de um imperativo: "Cuide-se. Faça terapia." Mas o começo não se faz por obrigação. Ele nasce de um lugar íntimo, ainda que confuso,...
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26 de nov. de 2025 ∙ 1 min
O papel da "repetição" no processo terapêutico
“Terei que correr o sagrado risco do acaso. E substituirei o destino pela probabilidade.” (Clarice Lispector, A paixão segundo G.H) Na escuta clínica, o destino aparece muitas vezes como repetição: histórias que se reeditam, vínculos que retornam, dores que insistem. O sujeito, tomado por essa lógica, crê que não há saída — que o que se repete é o que sempre será. O desafio da clínica é fazer furo nessa certeza. Permitir que algo do acaso aconteça — que um novo sentido possa emergir, que o...
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